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Uma montanha, irmanada com o destino dos homens na planície da memória de Fez. Olhando-a, quantos livros se escreveram, quantos tratados nasceram da ciência dos homens, quantos amores se ocultaram sob o véu dos temores ancestrais? Ninguém sabe ao certo. É uma montanha habitada pela alma elegante das gazelas, pelo voo das perdizes, pelo que resta da bravura dos guerreiros. Fez reclina-se para ver a montanha depois da primeira oração da manhã, e vê nela a confidente e a amante, o caminho da terra que conduz ao céu.

Deixei de ser crente, há muito, só para não ter o dever de acreditar nem sequer na mortalidade do que digo, deixei de crer só para não ficar cativo de uma dádiva, de uma esperança, de uma palavra. Mas quando subo ao monte, assim, e a claridade se mistura com o azul e a alma é um dédalo de assombros e as pernas se movem, vagarosas, sob o impulso de um desejo eriçado e suplicante, então acredito. Mas em quê? Em ínfimas e indizíveis coisas. Transfiguro-me: sou eu e já não sou, sou deste e de outro tempo, tão remoto.

Confundo-me com os memoriais, com os povos do sacrifício e do êxtase, com os que ergueram na erva templos de sol. 36 COMO OS AMANTES, NOS RETRATOS Viajar é esquecer, é estar e deixar de estar, é largar a pele no sítio do prodígio, é gravar o nome nas pedras impossíveis, é voar mais alto que a razão dos homens. Apanha-se um barco num pequeno porto e toma-se de assalto uma ilha vaga, uma enseada com flores e rochas. Pisa-se a areia como quem ergue um estandarte: estamos aqui, logo pertencemos a este lugar.

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